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A sensação de "jogo ganho" e a autossabotagem: uma lição de Odisseu


A Odisseia é uma narrativa épica de Homero que retrata o longo retorno do herói grego Odisseu (ou Ulisses, como era chamado pelos romanos) para sua casa após os acontecimentos da Guerra de Troia.

O percurso é cercado de contratempos, entidades mitológicas, feiticeiras e perigos. Após uma guerra de dez anos, Odisseu leva mais dez anos para voltar à sua terra natal.

Mas é contado que, anos antes desse regresso de fato acontecer, houve um momento em que eles estavam já muito perto do destino, a Ilha de Ítaca. Tão perto a ponto de conseguir ver as fumaças saindo dos fogões das casas que se estendiam pela costa do mar.

Tão certo de que já estava chegando em casa, Odisseu se deitou para tirar um cochilo. Foi nesse momento que seus marinheiros abriram uma sacola sua, pensando que ali encontrariam ouro. Essa sacola era um presente de Éolo, o guardião dos ventos, e estava cheia de vento Oeste. Foi dada como precaução para que Odisseu a abrisse quando o céu sem ventos o impedisse de navegar.

Ao serem libertos da sacola, os ventos saíram com força total arremessando os navios de Odisseu léguas distantes de casa, fazendo com que todos os perigos e dificuldades da viagem tivessem de ser suportados mais uma vez.

Esse trecho da história nos dá importantes reflexões sobre a autossabotagem...

1. Como lembra o escritor norte-americano Stephen Pressfield ao analisar esta narrativa, a força de resistência que nos afasta de nossos objetivos é sempre maior quando estamos prestes a vencê-la. Quantas vezes a autossabotagem aparece quando os nossos objetivos finalmente começam a se materializar no horizonte? Recuamos frente ao nosso desejo tão rápido quanto um tufão, basta qualquer comentário negativo ou (auto)depreciativo.


2. É nesse momento que procuramos “sacolas de ouro” dos outros, que às vezes não tem ouro nenhum, ou cujo tesouro não faz nossos olhos brilharem de verdade. Abandonamos o que faz nossa alma vibrar em nome das “garantias” de sucesso e de segurança que só fazem sentido para outras pessoas, mas não conversam diretamente com o nosso próprio desejo. O medo de falhar e a ansiedade são alguns dos nomes da autossabotagem.

Mas a autossabotagem não é algo que está fora de você, como um sacola de couro no convés de um navio. Ela é um conteúdo que te pertence. E isso é maravilhoso, pois assim fica mais fácil entrar em contato com ela, entender o que está acontecendo e negociar seus desejos de vida.


Examine o seu mundo interior e responda:

Quais são as sacolas de vento que estão entre você e o seu destino?

Que desejos e apegos você mantém que esconde até mesmo da sua parte consciente e te impedem de cruzar a linha de chegada?


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