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Como é a Jornada de Afrodite?



Na visão da psicoterapeuta Maureen Murdock, a jornada é essa:

1. Deslocamento do feminino para o masculino

2. Caminho de provações

3. A ilusão do sucesso

4. A queda

5. O encontro com a Deusa

6. Reconciliação com o feminino

7. Reincorporação saudável do masculino

8. União das polaridades no plano psíquico

9. Poder pessoal




Em qual fase você se encontra? Talvez você esteja na fase da queda, talvez você já tenha passado por ela, talvez você nem precise passar pelos mesmos pontos desse caminho. Cada um tem a sua própria rota e pega seus atalhos pessoais.

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Essa que está ilustrada aí é a “Jornada da Heroína”, esquematizada pela psicoterapeuta junguiana Maureen Murdock em seu trabalho com a psicologia feminina e na observação de inúmeras de suas pacientes mulheres.

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Por meio de seu trabalho psico-analítico, Maureen concluiu que, em uma sociedade historicamente patriarcal, como a nossa, o princípio psicológico feminino, bem como as mulheres e tudo o que foi classificado sob o selo da feminilidade recebem um tratamento os impede de florescer e atingir o seu próprio potencial.


O que é esse tal "deslocamento do feminino para o masculino"? Isso é o que Maurren coloca como o início da jornada.

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Sabe aquele pensamento que diz que “coisas de mulherzinha” são menores? Às vezes, as próprias mulheres se pegam pensando que suas coisas são realmente inferiores. Isso gera inadequação e a força a viver num personagem. Afinal, ninguém quer ser desvalorizado.

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Esse abandono do feminino profundo tem consequências também na nossa integridade psíquica, na vivência total de quem somos e na descoberta do nosso poder.

É uma rejeição do princípio feminino dentro e fora do plano psíquico. Acontece com mulheres e também com homens. É um sintoma da sociedade de negação de tudo o que foi identificado como feminino: o cuidado, o ser, a criatividade, a beleza, a alegria, a intuição, ouvir a própria voz...

É um não olhar para esses temas e, por isso, não olhar para si mesmo.

É viver no automático e privilegiar o “fazer” ao “Ser”. A pergunta da moda é “O que você faz?”, nunca “Quem você é?”.

É se olhar por uma lente que te mede a partir dos padrões de uma cultura patriarcal limitante, que não é capaz de enxergar a sua totalidade.

É se sentir sempre em déficit com o que é “dar certo na vida” e inadequada(o).

É nunca se sentir boa ou bom o suficiente.

É guiar a própria vida com conceitos pensados há muito tempo e que não correspondem à novas realidades e, muito menos, à sua realidade.

E aí? Se identificou com algum desses sentimentos?

Talvez seja a hora de começar a sua própria jornada.


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Foto: Averie Woodard/Unsplash