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Como escrever a minha própria história impacta a minha vida psíquica?

Atualizado: Ago 12


Quem sou eu antes de tomar consciência de mim?


O papel da escrita não atua só como terapia de um eu, mas contribui para a criação deste mesmo eu.

Quando coloco minha história como uma narrativa em primeira pessoa, consigo enxergar minha trajetória e, como consequência, minha vida. Ela existe! Eu existo, como um personagem coerente em meus pensamentos, emoções e ações.


Virginia Woolf resumiu esse sentimento em seu diário: “é curioso o escasso sentimento de viver que tenho quando

meu diário não recolhe o sedimento”.

A escrita valida o Ser.


Como isso acontece?


Dos benefícios catárticos e terapêuticos da escrita, nós sempre falamos por aqui, mas há um outro aspecto desse escrever sobre si que transcende a mera representação em palavras das histórias que vivemos.


De acordo com a pesquisadora Paula Sibilia, a escrita sobre si também é responsável por conceder às nossas histórias consciência e sentido, delineando seus contornos e a constituindo. Em resumo, quando escrevemos sobre nós estamos ajudando a criar a nós mesmos.


"A minha vida só passa a existir como tal, só se converte em Minha Vida, quando ela assume sua natureza narrativa e é relatada na primeira pessoa do singular", escreveu Sibilia no livro O Show do Eu.


Esse escrever sobre si, portanto, participa do processo de se tornar quem realmente é, relembrar sua totalidade e se empoderar ao longo do processo.


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Imagem: Pexels