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O valor do ócio: não fazer nada é coisa de gente preguiçosa?

Atualizado: Ago 12



O seu tempo livre é realmente livre? Passe para o lado e veja uma reflexão sobre a mentalidade da produtividade, o ócio e a vida.


A não-ação é saudável em muitos níveis! (E, relaxa, falar isso não é uma defesa à vagabundagem e à preguiça).


Fazer, fazer, fazer, fazer…


Quando é que sobra tempo para apenas Ser?

Talvez não seja apenas uma questão de tempo, mas também uma questão de tomar consciência e de ter um pouco de coragem de se desafiar.


A cultura da produtividade exalta esse modelo de vida em que estamos sempre buscando ser úteis, e a gente sempre vai encontrar uma forma de conseguir isso. Não para nunca!


Acaba sendo assim:

“Vou assistir a um filme? Então é melhor assistir àquele documentário que fala exatamente sobre o meu campo de atuação profissional.

Já te aconteceu algo parecido com isso?


O tempo livre acabou. Ou o que acabou mesmo foi a nossa capacidade de aceitar que o tempo pode ser livre, descolonizado e sem limites.


O seu tempo é seu. E administrar o que fazer com ele pode dar uma angústia danada.


Como diz o poeta: “O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade?”.


Mas relaxa! Você pode fazer tudo, inclusive fazer nada.


Os italianos chamam isso de “dolce far niente” e, em holandês, a palavra para isso é “niksen”, uma espécie de contracultura que vem ganhando mais espaço.


Incomodado pela idolatria ao trabalho, o sociólogo Domenico De Masi revisitou o conceito grego de ócio e cunhou a ideia de “ócio criativo”, responsável por desestigmatizar (ou ao menos tentar) a visão que fazemos do ócio, do descanso, do lazer e do tempo livre.


É dele essa frase: “Existe um ócio alienante, que nos faz sentir vazios e inúteis. Mas existe também um outro ócio, que nos faz sentir livres e que é necessário à produção de ideias, assim como as ideias são necessárias ao desenvolvimento da sociedade.”


Essa perspectiva não defende que ninguém pare de estudar ou trabalhar, mas que encontre um equilíbrio e se sinta à vontade também em não fazer nada, pois apesar de negligenciado, o ócio também tem seu valor psicológico, sim, e também econômico.


Você consegue se permitir viver esse segundo tipo de ócio?


Revisite as suas definições pessoais do que é “tempo livre” e do que é “preguiça”. Se possível, escreva-as, descreva momentos em que você se sentiu preguiçoso e também os que sentiu que estava apenas desfrutando de um tempo livre.


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Imagem Vu Tu Giang