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Será que quando você se inclui num grupo, você se exclui de si mesmo?

Atualizado: Ago 12


Será que você já fingiu gostar de um assunto, às vezes até contrário ao seu gosto genuíno, só para se encaixar na amizade ou no grupo?

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Em dias como os atuais, em que a amizade é feita e desfeita à distância de poucos cliques, é difícil ter o conhecimento do outro, antes que interfira em nossas vidas. O significado de amizade foi atualizado (não com muito sucesso).


As virtudes necessárias para a conexão entre as pessoas deram lugar às danças de máscaras sociais holográficas, incessantemente modificadas segundo o utilitarismo do momento: “só me conecto com quem tem a me oferecer; é network”, “essa amizade serve para esse momento; já aquela, serve para aquele outro”.


Essa emulação de personalidade não é só comum entre adolescentes. Ainda mais quando todo mundo quer se sentir amado e incluído. Isso se origina pela falta inicial: éramos uma única coisa com a nossa mãe e, de repente, nos tornamos indivíduos diferenciados.


A partir daí, durante a infância, aprendemos a nos moldar às crenças de nossos pais. O que é certo, errado, bonito, feio para eles, vira pauta de referência para nós.


Tentamos nos adaptar ou nos sentimos inadequados a vida inteira, até adquirirmos autoconhecimento e segurança para a aceitação de quem somos.


Esse processo de autodescoberta é sempre uma busca ativa: refletir ações (suas e do outro), perguntar-se, auscultar-se com atenção (muito mais do que apenas se ouvir) e buscar conhecimento para ter autoconhecimento (leituras, palestras, conversas).


E lembre-se: onde há máscara, não há amizade, pois não tem como ser amigo de quem você não conhece.


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Imagem: Helena Lopes/Pexels