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Será que quando você se inclui num grupo, você se exclui de si mesmo?


Será que você já fingiu gostar de um assunto, às vezes até contrário ao seu gosto genuíno, só para se encaixar na amizade ou no grupo?

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Em dias como os atuais, em que a amizade é feita e desfeita à distância de poucos cliques, é difícil ter o conhecimento do outro, antes que interfira em nossas vidas. O significado de amizade foi atualizado (não com muito sucesso).


As virtudes necessárias para a conexão entre as pessoas deram lugar às danças de máscaras sociais holográficas, incessantemente modificadas segundo o utilitarismo do momento: “só me conecto com quem tem a me oferecer; é network”, “essa amizade serve para esse momento; já aquela, serve para aquele outro”.


Essa emulação de personalidade não é só comum entre adolescentes. Ainda mais quando todo mundo quer se sentir amado e incluído. Isso se origina pela falta inicial: éramos uma única coisa com a nossa mãe e, de repente, nos tornamos indivíduos diferenciados.


A partir daí, durante a infância, aprendemos a nos moldar às crenças de nossos pais. O que é certo, errado, bonito, feio para eles, vira pauta de referência para nós.


Tentamos nos adaptar ou nos sentimos inadequados a vida inteira, até adquirirmos autoconhecimento e segurança para a aceitação de quem somos.


Esse processo de autodescoberta é sempre uma busca ativa: refletir ações (suas e do outro), perguntar-se, auscultar-se com atenção (muito mais do que apenas se ouvir) e buscar conhecimento para ter autoconhecimento (leituras, palestras, conversas).


E lembre-se: onde há máscara, não há amizade, pois não tem como ser amigo de quem você não conhece.


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Imagem: Helena Lopes/Pexels