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Você se permite ficar só? E será que isso é bom?


Ficar só. Você tem medo disso?


A solidão é um sentimento de profundo vazio e isolamento. Já a solitude, é o gostar de estar só, e inclusive criar momentos assim.


A solitude é um estado muito bem-vindo para o gerenciamento das emoções, a conexão com o poder interior e para o próprio caminho de autoconhecimento e individuação.


E isso não é uma abstração do plano das ideias. Pelo contrário. Se reflete em inúmeros benefícios da vida prática, como o aumento da criatividade, a clareza mental, a renovação das energias e a autoaceitação de quem se é (e isso é a grande cereja do bolo).


Acontece que o medo e a depreciação que fazemos de nós mesmos nos afasta de momentos assim. Queremos estar 24 horas sintonizados nos barulhos e imagens externos, e até nos momentos mais íntimos, temos o celular como acompanhante.


Que tensão é essa que te afasta de você? O que você está buscando quando ocupa o seu tempo com pessoas - sem deixar nada pra você? A sua vida é sua. Ela merece um tempinho com você também!


Em 1928, Virginia Woolf ministrou uma conferência em uma universidade para senhoras cujo tema era: por que, até então, o número de mulheres que haviam escrito algo realmente bom não era tão expressivo?


A resposta da escrito, em síntese, atribuía essa situação à ausência de um quarto próprio para as mulheres. "Até o início do século XIX, ter um quarto próprio, para não falar de um ambiente realmente tranquilo e sem barulho, era inconcebível", disse Wolf.


E aí vem a pergunta: "Ficar sozinho é bom?". Resposta: só se você não tiver medo da própria companhia. E como perder o medo da própria companhia? Ficando sozinho!


A solitude, a prima mais simpática da solidão, é um pré-requisito para a escrita terapêutica. Estimular a solitude é precisar cada vez menos de outras pessoas para se sentir validado. Ser cada vez mais você!


Escrever, quer seja para um diário pessoal ou um jornal, quer seja uma obra de arte ou de entretenimento é sempre uma tentativa de acessar a si mesmo, e requer silenciar o externo para conseguir escutar a própria voz. Isso expande a subjetividade e afirma a individualidade.


Você tem um lugar só seu onde pode praticar atividades individuais? Você tem uma parte do dia em que pratica a solitude? Pense nisso! Os reflexos na sua vida interior, na sua criatividade e nos seus relacionamentos podem ser impactantes.


Quer aprofundar mais o seu autoconhecimento às luzes dos arquétipos e da escrita terapêutica?

A Inspira lançou O Livro de Afrodite - um guia arquetípico de encontro com a divindade de Afrodite que vive em seu interior. Metade livro, metade caderno de escrita terapêutica, contém 233 exercícios e textos reflexivos e instigantes para conversar com o seu inconsciente e fazer a sua Afrodite sair da concha.


Imagem: Dương Nhân/Pexels


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