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7 livros para pensar a subjetividade feminina

Atualizado: Mar 12


Você se reconhece e se constrói com os livros que lê? Já salve este post porque tem muita dica de leitura e reflexão!


Nesta semana que se inicia com um Dia Internacional da Mulher, separamos uma série de livros que têm como objetivo ou efeito pensar as subjetividades femininas.


E por que isso é importante?


Historicamente e socialmente, a mulher é o Outro, o "não-Ser", em uma sociedade criada em seus significados e significantes por homens. Os estudos da filósofa Simone de Beauvoir, e muitos outros, demonstram isso.


Sendo assim, seus gostos, crenças, experiências e histórias estavam reduzidos a um único e limitante espectro, que enclausurava o Ser da mulher em caixinhas muito pequenas.


Hoje, as coisas começam a mudar: direitos e imposições culturais estão sendo questionados e todos nós como indivíduos temos a oportunidade da reinvenção de si. Uns menos que outros, é certo, mas ainda assim caminhamos.

Podemos, então, iniciar uma busca de “autoconhecimento” cujo primeiro passo vai ser simplesmente o “conhecimento”.

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Quer saber quem você é? Procure pela história dos que vieram antes, do que viveram e de como deixaram o mundo para você.


Para a filósofa Simone de Beauvoir: a mulher é o Outro, o "não-Ser", em uma sociedade criada em seus significados e significantes por homens. Por isso, é preciso repensar sua própria subjetividade.


Como traduz a cantora Nina Simone: “Temos a permissão de sermos exatamente quem somos?”


É por isso que na semana do Dia Internacional da Mulher parabenizamos a todas que carregam este gênero na identidade e propomos esse movimento literário de autobusca:


● Se entender;

● Se livrar das camadas impostas que a sujeitam a ser o que “se espera” de uma mulher;

● Para, finalmente, “florescer” – título da arte que ilustra esse post.


“O Segundo Sexo”, Simone de Beavoir

Não importa como se apresenta, o lugar da mulher sempre foi definido pelo homem, que tomou para si a definição de "ser humano" e relegou à mulher uma posição secundária na História. Foi a partir dessa constatação e da pergunta "o que é uma mulher?" que a filósofa Simone de Beauvoir estrutura sua extensa pesquisa sobre o feminino em diferentes sociedades e épocas, na cultura e na subjetividade.


“As deusas e a mulher”, Jean Shinoda Bolen

Fruto da psicologia analítica, o livro dialoga mitologia e inconsciente. Ele parte da consideração das antigas deusas gregas, vendo nelas padrões constantes na psique da mulher ou, segundo Jung, arquétipos que moldam a existência. Esses poderosos padrões interiores são responsáveis pelas diferenças entre as mulheres, e compreender sua ação e relação é a chave para o autoconhecimento.


“Mulheres que correm com os lobos”, Clarrisa Pinkola Estés

Há anos nas listas de mais vendidos, esse livro continua sendo uma leitura fundamental para o reencontro com o feminino. A exemplo das florestas virgens e dos animais silvestres, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros. Mas sua energia vital pode ser restaurada pelo encontro com o mundo psíquico. Essa é a proposta!


“O medo do feminino”, Erich Neumann

Aqui, o autor, pesquisador e psicoterapeuta propõe uma "terapia cultural" cujo objetivo é desenvolver uma síntese do feminino negado e do masculino na realidade psíquica do indivíduo e do coletivo, o que seria uma das tarefas fundamentais do futuro, tanto da sociedade quanto do indivíduo.


“Três novelas femininas”, Stefan Zweig

Conjunto de três ficções que são um mergulho na alma feminina: Medo, Carta de uma desconhecida e 24 horas na vida de uma mulher. Essa última classificada por Freud como uma obra-prima, uma das histórias mais perturbadoras de Stefan Zweig - um habilidoso jogo de espelhos que celebra a desordem e aborda com naturalidade e sem tabus os impulsos femininos.


“A hora da estrela”, Clarisse Lispector

Último livro de Clarisse Lispector. Ficção que conta a história de Macabéa, órfã, solitária, vítima de violências e sonhadora. O livro é provocativo: somos coadjuvantes em nossas próprias vidas? Que atitudes precisamos tomar para viver "a hora da estrela"?


“O Livro de Afrodite”, Inspira

Metade livro, metade caderno de escrita terapêutica: uma verdadeira alquimia. São 361 páginas de reflexão. A proposta foi a de criar um guia de conexão com esse arquétipo no inconsciente, fazendo as energias da Deusa se manifestarem dentro de quem lê e se envolve com as atividades. Afrodite é o caminho de autoconhecimento que estava esquecido.


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🎨: Blossom, por Erik Thor Sandberg.

© 2019 por Indominus Mídia.

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