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Afinal, para que serve o autoconhecimento?



Você não é apenas o que você pensa que é.


Às vezes, você não é nem mesmo o que pensa que é.


Quem é você?


Responder a essa questão pode parecer simples.


Mas qualquer um que esteja atento à própria vida vai perceber que não.


Somos contraditórios, queremos uma coisa e algo nos impede de ir atrás, estamos sempre bebendo daquela fonte que juramos jamais beber de novo, tomamos atitudes que nunca imaginamos que teríamos força para tanto.



Existe uma imensa parte de nós que desconhecemos, o inconsciente.


Repressão, projeção e negação são os nomes de apenas alguns dos mecanismos de defesa que operam em nossa psique na tentativa de proteger nossa própria personalidade daquilo que consideramos uma ameaça à imagem que temos de nós e àquilo que consideramos nossos valores.


É nessa defesa que o inconsciente age, acolhendo diferentes espécies de “apagamento” dos acontecimentos, características, desejos e pensamentos que nos afetam.


A partir da descoberta do inconsciente, Sigmund Freud escreveu que “o eu não é senhor em sua própria morada”. Esse inconsciente, que como o nome já explica, é aquilo de que não temos consciência, nos arrasta pela vida até que percebamos.


A frase de Isaac Newton também cabe para os fenômenos da mente: “O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano”.


Todos esses mecanismos de defesa do inconsciente baixam a energia psíquica que poderia ser empregada em atos mais satisfatórios para o eu.


Se você leu até aqui e ainda não entendeu para que serve o autoconhecimento, a gente deixa ainda mais objetivo.


O autoconhecimento serve para:


  • Reconhecer os padrões que levam aos mesmos lugares prejudiciais ao seu bem-estar

  • Desvitalizar impulsos negativos inconscientes

  • Aceitar sua própria humanidade, limites, falibilidade e não correspondência às expectativas

  • Mais respeito e empatia com quem está ao seu lado

  • Tomar decisões alinhadas ao seu próprio desejo

  • Assumir o protagonismo da própria história.


Se conhecer é uma forma de criar uma vida com mais qualidade.


Mas, mais do que isso, o autoconhecimento não precisa se encaixar em uma explicação utilitarista.


Ele é uma curiosidade da alma de mergulhar e ver seus próprios mistérios.


Ele é um fim em si mesmo.


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Imagem: Fares Hamouche