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Guia eficaz para lidar com a culpa



“Eu sei o que você fez no verão passado”. Quem sente culpa, tem essa frase julgadora ecoando na própria cabeça na maior parte do tempo, como um torturador que a prende em um cárcere mental.


O conto “Medo”, do escritor austríaco Stefan Zweig, ilustra perfeitamente o sentimento de angústia que brinca com a vida de Irene, mulher abastada de Viena cujo caso extraconjugal é descoberto por uma desconhecida que a persegue, a ameaça e faz chantagens sem fim. A culpa e o medo são os personagens principais da história.

A culpa é o sentimento que vem quando somos incapazes de aceitar que: sim, somos falíveis, frágeis e...humanos.


Essa definição de culpa não é para passar pano para possíveis erros que tenhamos cometido.

Quando passamos do limite daquilo que criamos como norma, o saudável é refletir, aprender com o erro, pedir perdão e seguir em frente. Isso se chama responsabilidade.

Mas a culpa não é isso. A culpa é diferente.


A culpa é “um tipo de peso que se agarra à consciência, nunca te deixa sozinha, gera vergonha e autodepreciação a todo instante e te impede de ser livre e sentir prazer integralmente. Há sempre uma parte lembrando que você deveria se punir pelo que você fez no verão passado. Em que isso pode ser bom?” (O Livro de Afrodite, Inspira, p. 133).


Existem duas coisas a se pensar quando o tema é lidar com a culpa, e ambas envolvem reflexão.


1. Será que é pra tanto?

Às vezes, internalizamos normas de conduta muito rígidas que partem de uma educação rigorosa, costumes muito castradores, perfeccionismo ou mesmo de chantagens emocionais. E isso pode fazer com que sintamos culpa por simplesmente estarmos vivendo a nossa vida, coisas que não são tão graves. Comendo um hambúrguer gostoso ou vivendo a vida real, que muitas vezes não segue o planejamento que você criou na sua cabeça.


2. Que parte de mim se sente bem ao sentir culpa?

“Talvez o seu inconsciente até utilize a culpa porque vê um ganho secundário nela: ela te pune por algum sentimento de indignidade que você tem com você mesmo e faz você se sentir melhor por estar se punindo? Ela fortalece o seu ego dizendo que a sua penitência lhe torna alguém melhor? Essa culpa é seu escudo contra alguma coisa? Pergunte-se!” - O Livro de Afrodite, Inspira.


3. O que trava o meu pedido de perdão?

Algumas vezes, você vai conseguir verbalizar o pedido de desculpas, outras não. O que realmente importa é que o perdão já esteja em você. Tenha sempre em mente que não é porque você cometeu um erro que você é o erro em pessoa. A sabedoria é aprender com o que aconteceu. Como fazer isso? Se permitindo viver novas experiências e tendo consciência de fazer diferente quando a oportunidade surgir. Esse é um grande movimento compensatório.


A culpa bloqueia o caminho para uma vida prazerosa e é um repelente natural para que o arquétipo de Afrodite se equilibre na sua psique. E, sem Afrodite, a vida costuma ficar sem sentido e sem sabor.


A Inspira lançou O Livro de Afrodite - um guia arquetípico de encontro com a divindade de Afrodite que vive em seu interior. Metade livro, metade caderno de escrita terapêutica, contém 233 exercícios e textos reflexivos e instigantes para conversar com o seu inconsciente e fazer a sua Afrodite sair da concha.

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Arte: O último dia de Pompéia (detalhe), Karl Bryullov.