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Não escolhemos os outros ao acaso. Encontramos aqueles que já existem em nosso inconsciente


A frase que dá título a esse artigo é creditada como sendo de Sigmund Freud. Se é ou não, não podemos confirmar. Mas ela dialoga muito com a teoria do fundador da Psicanálise.


A maneira como experimentamos o amar e o ser amado fica registrada em nós. É bastante comum ouvirmos falar daquela pessoa cujo companheiro(a) é sempre uma cópia da sua própria mãe ou do pai. Ou ainda daquele curioso caso do indivíduo que namora sempre o mesmo tipo de pessoa: o mesmo estilo, o mesmo corte de cabelo, até mesmo o jeito da atual parece com a de suas predecessoras.


Quando isso acontece, pode ser que não seja apenas uma questão de “gosto”. Talvez estejamos projetando conteúdos inconscientes nossos em cima da pessoa com quem nos relacionamos. Tomar consciência disso vai te ajudar a adquirir mais compreensão sobre si mesmo e como você age nos relacionamentos (será que repete uma relação que ficou marcada aí há muito tempo atrás?).


Outro bônus de se conscientizar da projeção é abrir os olhos para ver quem está do nosso lado de verdade.


Se olhamos para alguém e enxergamos apenas um ideal que criamos do que seria o nosso par perfeito ou a “química” perfeita ou, ainda, “o estepe daquele relacionamento que deu errado e que agora você vai fazer funcionar”, estamos negligenciando a pessoa de carne e osso ao nosso lado. Desse modo, reduzimos a capacidade de que o outro nos toque profundamente. Estamos nos privando da própria profundidade da experiência do amor.


Se você se interessou por esse tema, a gente te indica o episódio “Compulsão à repetição”, do nosso podcast:



E sobre amor, relacionamentos e autoconhecimento, a gente sugere “O Livro de Afrodite”.


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Foto: Gemma Chua-Tran/ Unsplash