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Pessoas que inspiram: Nikola Tesla

Este texto foi publicado originalmente na Revista Inspira, edição #4, janeiro de 2020.

Foto: Nikola Tesla por Napoleon Sarony (1893)


Foi durante uma tempestade de raios na noite de 10 de julho de 1856 que Nikola Tesla viu a luz pela primeira vez. Nascido no pequeno vilarejo de Smiljan, no antigo Império Austro-Húngaro – atual Croácia –, as invenções de Tesla, tempos depois, mudariam o grande mundo. Iniciou os estudos em Engenharia Elétrica, no Instituto Politécnico de Graz, na Áustria.


Anos mais tarde, também se formou na Universidade de Praga. Considerado como o pai da eletricidade e do futurismo, as mais de 700 invenções atribuídas a ele justificam as alcunhas. Mas se essas criações sublinham o seu nome na história, houve quem quisesse rasurá-lo.


Thomas Edson, aquele mesmo a quem atribuem a invenção da lâmpada, contratou Tesla sob a promessa de 50 mil dólares para resolver os problemas em motores e geradores – o montante equivaleria a mais de 1 milhão de dólares de hoje. Problemas resolvidos, e a resposta de Edson: “Tesla, você não entende nosso humor americano”. Demitiu-se. Logo depois, desenvolveu o sistema de corrente alternada para distribuição de energia elétrica, e aí teve início mais um problema com Thomas Edson, que estava tentando difundir o sistema de distribuição de corrente contínua. A Guerra das Correntes estava declarada!


Como munição ao adversário, Edson fazia demonstrações públicas utilizando a invenção de Tesla para queimar animais e, assim, mostrar para a população que o sistema de corrente alternada era perigoso nos lares. A praticidade venceu a guerra: o sistema de Tesla era mais eficiente e barato, e é devido a ele que você pode ler este texto num aparelho movido a energia elétrica.


Algumas peculiaridades – ou “estranhezas”, aos olhos das pessoas mais comuns – davam o contorno da notável personalidade que só um gênio carrega a liberdade de ter: Nikola Tesla dormia apenas duas horas por dia – entre cochilos, fazia as coisas com base no numeral 3, limpava os talheres antes da refeição com 18 guardanapos – divisível por 3, tinha memória eidética – o que lhe possibilitava gravar livros inteiros, e era apaixonado por pombos.


Lâmpada de neon, uma versão do rádio, controle remoto e motor de indução são algumas criações de Tesla que atravessaram as décadas e estão presentes em nosso dia a dia. Como futurista, com a visão para além de seu tempo, cantou a pedra e vaticinou várias outras invenções 100 anos antes de tecnologias como o Wi-fi, telefones celulares e drones serem criadas.


“Deixem que o futuro diga a verdade e avalie cada um de acordo com o seu trabalho e realizações. O presente pertence a eles, mas o futuro pelo qual eu sempre trabalhei pertence a mim”, uma vez disse Tesla.


Se quiser se inspirar ainda mais com esse gênio da eletricidade, indicamos o documentário Nikola Tesla: O Mestre da Luz e o filme O Segredo de Nikola Tesla.