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Sobre o tempo, o "destino" e as Moiras

Atualizado: Ago 9




Preste bastante atenção!


De repente, aquilo que você quer que aconteça já está acontecendo, e você ainda não entendeu.


“O Destino não vem ao nosso encontro; ao contrário, somos nós que nos dirigimos a ele”. Essa é uma frase da psicóloga e astróloga Liz Greene, utilizada para explicar os sentidos ocultos do mito grego das Moiras, entidades que trabalham em três e que tem como responsabilidade fabricar, tecer e cortar o fio de vida de cada indivíduo com a ajuda de uma roda de fiar. O movimento do fio no topo ou na extremidade mais baixa dessa roda determinaria os altos e baixos da vida.


As moiras, no entanto, são quem está no controle, são a imagem arquetípica do centro de nós mesmos. A tradução da palavra moira é destino, e ter o arquétipo da moira em nós simboliza que carregamos o destino dentro de nós.


Independente dos altos e baixos do movimento circular da roda, há um eixo no aro da roda que articula toda essa oscilação. Esse eixo é a própria Moira, que está no controle, e representa nosso “eu” superior, dotado da visão mais geral e capaz de fazer escolhas (inconscientes para nosso ego) mas que nos lançam naquilo que ele acredita ser o necessário para nós. Esse “eu” articula, dentro do que está a seu alcance, situações, acontecimentos, caminhos e pessoas importantes para a nossa trajetória.


E, como a roda das Moiras e o próprio trabalho dessas irmãs divinas, o processo não para de acontecer.


Mesmo quando você acha que nada está acontecendo, a roda gira, e gira com a sabedoria do seu “eu” mais profundo.


O futuro não tem como vir antes do presente. Mas ele se constrói a partir dele. Lembre-se: é sempre o mesmo fio!


Então se acalme, faça o que deve ser feito agora e observe o que vai ser tecido!


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Arte: Tapeçara de 1520, parte do acervo do Victoria and Albert Museum, Londres.