Buscar

6 filmes e séries na Netflix para se conectar com o feminino


Foto: Anna Shvets/ Pexels


Provavelmente você veio parar aqui porque está em um processo de autoconhecimento e de se conectar com o feminino dentro de você. Você já deve ter lido livros como Mulheres que correm com os lobos, procurado saber sobre o sagrado feminino, reconhecido as deusas que habitam a sua psique e revirado todo tipo de conhecimento disponível sobre o assunto.


A feminilidade é um assunto que envolve tantos massacres silenciosos e correspondências ultrajantes (como a do tal “sexo frágil”) que redescobrir que podemos ser mulheres que se sentem à vontade com o fato de sermos mulheres é um ato revolucionário, mas que tem ainda muita estrada pela frente.


Nesse processo, a arte sempre pode ser a tocha que ajuda a iluminar o caminho da descoberta desse feminino arquetípico, eterno e divino em nós. Aí vai uma lista com seis obras que vão te ajudar na sua viagem de autoconhecimento. Quando a gente se conecta com histórias, a gente encontra o sentido da nossa própria jornada.



Pachamama

Animação. 1h 11min. Classificação indicativa: 10 anos.


Engana-se quem pensa que filme de animação é apenas coisa de criança. Talvez você nunca tenha ouvido falar dela, mas Pachamama é como os indígenas andinos se referem à deidade máxima de sua espiritualidade, a Grande Mãe Terra, que também é a Grande Mãe Todo, aquela que cuida do equilíbrio entre as espécies, os mundos e os tempos.


Quando um cobrador de impostos do império leva a huaca, uma preciosa estatueta, de uma vila, seus jovens habitantes Tepulpaï e Naïra partem em uma viagem até Cusco para resgatar esse artefato que representava tanto para seu povo. Na viagem, acabam testemunhando a chegada dos colonizadores espanhóis cheios de ganância e destruição. O filme nos faz refletir sobre nossa ligação com a natureza, a sacralidade das coisas e a ancestralidade que nos trouxe até aqui.


O Segredo do Templo

Série. 3 temporadas. Classificação indicativa: 16 anos.


Uma mistura de Indiana Jones com autoconhecimento e psicologia profunda, O Segredo do Templo é uma série turca que aborda o inconsciente, o papel dos que vieram antes de nós, a máscara social e a verdade essencial em cada um. Atiye, a protagonista, é uma pintora que descobre que um símbolo que desenha desde criança acaba de ser encontrado nas recentes escavações do sítio arqueológico de Anatólia. Como ela conheceria um símbolo que esteve soterrado e esquecido por tanto tempo? Sua autodescoberta depende de expedições ao interior do templo (o histórico, em ruínas, e o pessoal: sua própria vida).


Na nossa opinião, a primeira temporada é brilhante, mas depois disso a série se prolonga de uma maneira um pouquinho cansativa. Não deixe de assistir!



Anne with an E

Série. 3 temporadas. Classificação indicativa: 12 anos.


Essa dica já vem cancelada, mas nem por isso você deve pular imediatamente para a próxima. Anne with an E é a releitura do livro Anne of Green Gables, de Lucy Maud Montgomery, lançado originalmente em 1908. Adotada por engano por dois irmãos solteirões que gostariam de um garoto para ajudar no trabalho, essa adolescente de espírito selvagem e sonhador nos leva junto em sua jornada de autoconhecimento e crescimento. Tendo como pano de fundo o século XIX, a série discute sistemas familiares, machismo, racismo, homofobia e bullyng, temas (infelizmente) ainda atuais.



Gracie e Frankie

Série. 6 temporadas. Classificação indicativa:16 anos.


Quantas vezes você já viu uma série cuja protagonista tinha mais de 40 anos? Nessa comédia que já concorreu a vários prêmios, as atrizes Jane Fonda e Lily Tomlin, ambas octogenárias, lançam novas perspectivas sobre essa fase da vida como um momento de reinvenção (em todos os sentidos). A produção conta a história de duas mulheres bem diferentes que acabam tendo que morar juntas depois que seus respectivos maridos se assumem gays e decidem se casar. Dica divertida e profunda!



O que Sophia Loren faria?

Documentário. 32 minutos. Classificação indicativa: 16 anos.


Apesar do título ser só dela, a grande estrela do cinema italiano Sophia Loren divide o protagonismo desse documentário com Nancy Kulik. Já ouviu esse nome? Pois é... Nancy é uma professora aposentada de 80 e poucos anos que vive em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Filha de italianos, essa mulher “comum” revela como os melhores e piores momentos da sua vida se fortaleceram pela pergunta: “O que Sophia Loren faria?”. O documentário traz, de um lado, a vida da atriz; de outro, as confissões da aposentada. Filme curtinho, de graciosidade e sensibilidade total, que mostra o poder da representatividade e como mulheres crescem quando se juntam (mesmo que imaginariamente).



mãe!

Filme. 2h 2min. Classificação indicativa: 16 anos.


O que você faria se um monte de gente entrasse agora na sua casa sem te respeitar nem um pouquinho? Quando lançado, o filme “mãe!” deixou uma terrível interrogação na cabeça de muita gente. Mas, na realidade, quando você entende a chave-interpretativa tudo faz incrivelmente muito sentido. Sem pretensão de spoilers, te adiantamos que o filme conta a história de um casal que está finalizando a construção de sua casa. A esposa pensa que terá dias tranquilos com o marido, mas esse permite a entrada de um visitante seguido do outro.


Esse filme é uma alegoria para a Mãe Terra, a raça humana, o poder criador e como o feminino é enxergado em nossa sociedade. É possível ver a presença de várias mitologias dentro da narrativa. Na opinião da Inspira, essa é uma das melhores obras que o cinema produziu nos últimos anos. Crítica, forte e inteligente.




Você já assistiu a alguma dessas produções? Tem alguma que você conhece que ficou faltando? Conta nos comentários aí embaixo. Assim você pode colaborar para essa lista ficar ainda maior e contribuir com entretenimento de qualidade na telinha de todo mundo.


E se você está se descobrindo cada vez mais por meio dos estudos sobre o feminino, a gente te convida a conhecer O Livro de Afrodite - um guia arquetípico de encontro com a divindade de Afrodite que vive em seu interior. Metade livro, metade caderno de escrita terapêutica, contém 233 exercícios e textos reflexivos e instigantes para conversar com o seu inconsciente e fazer a sua Afrodite sair da concha. Clique aqui para saber mais!