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O que significa ter Perséfone como deusa interior?


Menina de cabelos negros com olhos fechados em uma postura introspectiva, de quem vive o mundo psíquico, como a deusa Perséfone.
Foto: Zulmaury Saavedra/ Unsplash


O que significa ser uma mulher-Perséfone? Ou o que quer dizer ser um homem-Perséfone? Quais são as características psicológicas levantadas pela deusa Perséfone?


Os antigos gregos parecem ter concentrado aspectos do inconsciente humano em seus deuses e deusas. Você pode entender mais sobre isso nestes dois posts que preparamos: O que é um arquétipo? e O que as deusas da mitologia grega tem a ver com a psicologia de cada pessoa? Ao entender qual deusa ou deus expressa nossos padrões psicológicos, estamos a um passo da verdadeira transformação.


Perséfone (ou Proserpina, como era conhecida pelos romanos) é a deusa da primavera, da semente que desce ao submundo para florescer, das riquezas escondidas e da autenticidade. Mais que uma figura religiosa dos tempos antigos, ela representa um padrão de comportamento que age a partir do inconsciente explicando os tipos de consciência, mecanismos de defesa e os padrões de repetição que uma pessoa que se identifica com o arquétipo pode desenvolver.

 

Será que você tem uma Perséfone dentro de você?

Essa é uma pessoa que pode parecer fora do ar. Presente fisicamente, mas com a cabeça perdida em pensamentos, devaneios, desejos e fantasias, que às vezes podem ser assombrosas, movidas pelo medo e pela ansiedade, outras vezes lúdicas e mágicas.


É justamente por essa capacidade de imaginar, que ela pode ser aquela pessoa que está aqui querendo estar lá. Sempre idealizando cenários, situações e épocas longínquas na linha do tempo. Essa pessoa tem um interesse muito forte para ir aos mundos além do estabelecido (carne, osso, matéria, dinheiro, o visível e aparente).


Normalmente, seus interesses estão em coisas que as pessoas não costumam dar muito valor, mas que revelam a realidade profunda da humanidade. Se você está lendo este post, certamente foi trazida(o) pelo impulso da sua Perséfone interior, que quer desvendar um pouco mais do mistério do autoconhecimento.


Seu jeito diferente, fazer com que a pessoa-Perséfone receba o título de “esquisita”, “lunática”, “excêntrica”, “louca”. Não acredite nisso! Seu desafio é viver sua autenticidade.


Sensibilidade: a consciência de Perséfone

Sentir é uma das palavras que regem a consciência da pessoa-Perséfone.


A abertura à própria vulnerabilidade acompanha a pessoa-Perséfone desde a infância. E é possível que passe a metade de uma vida se sentindo fraca, ingênua ou crédula por ser altamente sensível e empática. Até que descubra que essa é sua verdadeira força.

Mãe das almas: dar à luz a vida eterna

Perséfone nos fala para seguir nosso coração, encontrar caminhos que sejam satisfatórios no nível da alma. Seja profissionalmente, romanticamente, socialmente ou o que for. Ela nos diz que não precisamos ter medo da morte ou do fim. O único medo é não dar ouvidos ao que convida nossa alma.

Pobre menina frágil: o mecanismo de defesa de Perséfone

Apesar de seu lado encantador, criativo e curioso, essa pessoa pode se manter insegura, sempre dependente dos cuidados alheios ou até mesmo irresponsável e imprudente.


Coré-Perséfone nos relacionamentos

Nos relacionamentos, o inconsciente que vive sob o mito de Coré pode enxergar qualquer compromisso como um rapto de sua vida de menina que colhia flores no campo junto com as amigas. Ou pode se juntar a pessoas autoritárias que cuidem de sua vida, sem que ela precise decidir ou se responsabilizar por nada. Se acessa seu lado Perséfone, essa pessoa, no entanto, pode se conectar de uma maneira muito equânime, íntima e profunda com seu(a) parceiro(a). Não há espaço para máscaras sociais e fingimentos, nem para parcerias que só existem na aparência. Ela procura alguém que, como Hades, possa embarcar com o mesmo entusiasmo que ela no desconhecido, alguém que consiga chegar às profundezas da sua alma (ou até guiá-la neste mundo), abraçando-a por inteiro.


Lições da deusa

Existem lições que a pessoa que vive sob o complexo de Coré-Perséfone deve aprender para que possa desvitalizar aquilo que empaca a sua vida e seguir em frente integrando as polaridades da Grande Deusa como um todo. Em resumo, são estas:

  1. Buscar conhecer e integrar suas forças ocultas por meio de um processo de autoconhecimento;

  2. Construção de um ego forte e da capacidade de bancar o que tem de diferente dos outros (opinões, gostos, jeitos etc.);

  3. Confiar na sua própria capacidade de lidar com a vida;

  4. Encontrar independência no interior da intimidade;

  5. Validar seu sentir.

Se você gostou desse post, saiba vai nos ajudar muito se você puder compartilhar com as pessoas-Perséfone da sua vida. A gente já te agradece muito!


Dica: tem muito mais aqui!

Perséfone é uma das faces da Grande Deusa fragmentada que forma o feminino na nossa cultura e no nosso inconsciente. Ela é um dos pedaços a serem buscados em nós e seu equilíbrio depende de outras seis deusas, como você pode entender melhor nesse post anterior (aqui).

A Inspira lançou o livro As Deusas Gregas e o Inconsciente - escrita profunda e narrativas míticas. Nele, reunimos o perfil psicológico de oito deusas gregas que podem estar guiando a sua vida a partir do seu inconsciente. Você vai encontrar sabedorias e exercícios de escrita profunda para cada uma delas, te ajudando a se conscientizar das forças que te mobilizam, integrar as que estão nas sombras e se familiarizar com todas essas potencialidades.


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